Piloto indiano conta ele mesmo como, num último esforço após ser ferido pelo auxiliar de voo, conseguiu abrir a porta por onde entrou a salvação dos 180 passageiros
Sexta 02/10/26 - 6h50O piloto de origem indiana do voo FZ1073 da FlyDubai, Smit Machchhar, de cerca de 40 anos, deu seu primeiro depoimento nesta sexta-feira, 2 de outubro.
Ele foi esfaqueado pelo copiloto durante um voo entre Dubai e Tel Aviv, na quarta-feira, 30 de setembro.
Em uma chamada de vídeo com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, Machchhar apareceu com a cabeça enfaixada e tubos no nariz.
Ele se emocionou ao relatar o ataque:
"Eu tinha muitos ferimentos. Eu tinha caído. Estava lutando pela minha vida. Em determinado momento, percebi que, se não me levantasse, os passageiros perderiam a vida", afirmou.
Disse que, enquanto era espancado no chão, sentiu a aeronave despencando e pensou:
"Esse é o último esforço, Smit. Faça isso, a porta está logo ali".
De alguma forma, conseguiu abrir a porta da cabine de comando, o que permitiu que passageiros entrassem no cockpit e contivessem o copiloto.
Segundo o governo israelense, o copiloto atacou o piloto e tentou derrubar o avião.
O confronto deixou a aeronave temporariamente sem controle e fez o Boeing 737 despencar cerca de 4.300 metros em aproximadamente 30 segundos.
Dois outros pilotos da FlyDubai que estavam de folga a bordo assumiram os comandos e conseguiram estabilizar a aeronave, que fez um pouso de emergência em Tabuk, na Arábia Saudita.
Nenhum passageiro se feriu.
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, parabenizou Machchhar por sua coragem, paciência, presença de espírito e altruísmo, e disse que toda a população da Índia torce por sua recuperação.
O piloto segue internado em um hospital em Abu Dhabi.


