"Beijo das aduelas", na semana passada, é vital na ligação entre os oceanos Atlântico e Pacífico. Obra destacada na geopolítica das Américas terá reflexos na economia do Norte de Minas
Terça 21/07/26 - 7h11 A construção da Ponte da Rota Bioceânica, que liga Brasil e Paraguai sobre o Rio Paraguai, foi concluída na semana passada.
A construção da Ponte da Rota Bioceânica alcançou um marco importante na semana passada.
Foi concluída a concretagem do último segmento da estrutura, no chamado "beijo das aduelas" — a união definitiva entre as duas seções da ponte.
A estrutura de 1.294 metros de extensão já conecta fisicamente os dois países, mas a liberação para o tráfego deve ocorrer apenas em 2027, após a conclusão dos acessos em ambas as margens.
A ponte, orçada em cerca de 500 milhões de reais, com recursos da Itaipu Binacional, liga Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, à cidade paraguaia de Carmelo Peralta.
Ela é a maior das três pontes entre os dois países e integra o Corredor Rodoviário de Capricórnio, com 3,5 mil quilômetros de extensão, que conectará os oceanos Atlântico e Pacífico pelos portos de Santos, no litoral paulista, e de Paranaguá, no Paraná, a Antofagasta, no norte do Chile.
Para o Norte de Minas e para Minas, a rota representa uma alternativa logística estratégica.
O escoamento da produção regional, especialmente de grãos, café e carne, pode ganhar competitividade com o acesso direto aos portos do Pacífico, reduzindo distâncias para mercados asiáticos.
Atualmente, a produção do Norte de Minas depende quase exclusivamente dos portos do Sudeste para exportação.
A rodovia também pode impulsionar o turismo e atrair novos investimentos para o corredor que atravessa o Chaco paraguaio e o norte argentino.
A previsão é de que a Ponte Bioceânica seja entregue em 2027.


