"...o grupo criminoso articulou um esquema de comercialização ilícita de bilhetes numerados, com manipulação de resultados mediante controle das “sobras” de bilhetes não vendidos."
Quarta 24/06/26 - 11h1911h18m, quarta-feira, da Polícia Civil:
Operação interestadual da PCMG mira exploração de jogos de azar
Um esquema interestadual envolvendo exploração de jogos de azar, lavagem de capitais, organização criminosa e ameaça foi alvo de operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), na manhã desta quarta-feira (24/6).
Entre os alvos da ação estão os suspeitos apontados como líderes do grupo investigado, estabelecidos nos estados de Minas Gerais, Piauí (PI), Maranhão (MA) e Pará (PA).
Na oportunidade, os policiais cumpriram um mandado de prisão preventiva e outros 28 de busca e apreensão, sendo 10 executados em Pirapora, no Norte de Minas, 16 em Teresina (PI), um em Timon (MA) e um em Rondon do Pará (PA).
Com base nas investigações, a PCMG também representou ao Poder Judiciário pelo sequestro de bens móveis, sobretudo de 12 veículos vinculados aos investigados, que somados estariam avaliados em cerca de R$ 1,1 milhão, além do bloqueio de ativos financeiros, entre eles 43 contas em nome de pessoas físicas e jurídicas.
Conforme apurado, os principais líderes do grupo criminoso investigado estariam estabelecidos nos referidos estados, de onde coordenariam uma parcela significativa das atividades ilícitas relacionadas à exploração do esquema de jogos de azar e à ocultação e dissimulação de valores provenientes da atividade criminosa.
Organização
De acordo com levantamentos realizados pela PCMG, o grupo criminoso articulou um esquema de comercialização ilícita de bilhetes numerados, com manipulação de resultados mediante controle das “sobras” de bilhetes não vendidos.
A divulgação dos sorteios era realizada em plataformas digitais.
O esquema criminoso envolvia divisão de tarefas, recrutamento de vendedores e utilização de pessoas físicas e jurídicas para ocultação e dissimulação de valores provenientes da atividade ilícita.
Além disso, integrantes do grupo atuavam intimidando e ameaçando apostadores que reivindicavam premiações supostamente obtidas.
Incompatibilidade financeira
No curso dos trabalhos, a PCMG identificou movimentações financeiras milionárias, incompatíveis com a renda formalmente declarada pelos investigados, com a ocultação e dissimulação de valores provenientes de atividades ilícitas, supostamente vinculadas à prática de lavagem de capitais por intermédio de empresas de fachada e interpostas pessoas.
As apurações foram subsidiadas por Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) elaborados a partir de comunicações encaminhadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), os quais evidenciaram operações atípicas (em um montante de aproximadamente R$ 11,543 milhões), fracionamento de valores, intensa circulação de numerário e incompatibilidade patrimonial em relação à capacidade econômica formalmente declarada pelos investigados.
As investigações, a cargo da 4ª Delegacia Regional em Pirapora, prosseguem.
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Resumo:
Operação da Polícia Civil mira esquema interestadual de jogos de azar e lavagem de dinheiro, cumpre 29 mandados e bloqueia bens e contas ligadas a movimentações suspeitas de mais de R$ 11 milhões.
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12h45m, quarta-feira, do jornal O Tempo, de BH:
Esquema de jogos de azar que movimentou R$ 11,5 milhões é alvo de operação em MG
Grupo crimonoso comercializava bilhetes numerados e atuava em vários estados; resultados eram manipulados e ganhadores sofriam ameaças
André Willis
Uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), realizada na manhã desta quarta-feira (24/6), resultou em uma prisão preventiva e outros 28 mandados de busca e apreensão de suspeitos apontados como líderes de um esquema interestadual envolvendo exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro, organização criminosa e ameaça. O grupo investigado está estabelecido em Pirapora, no Norte de Minas, no Piauí, Maranhão e no estado do Pará.
No total, foram 10 mandados de busca e apreensão realizados em Minas Gerais, 16 em Teresina (PI), um na cidade de Timon (MA) e outro em Rondon do Pará (PA).
Movimentação financeira de milhões
Cerca de R$ 11,5 milhões foram movimentados de forma atípica pelo esquema de jogos de azar. Foram constatados fracionamento de valores, movimentação de dinheiro em espécie e incompatibilidade patrimonial em relação à capacidade econômica informada pelos suspeitos.
Os policiais reconheceram a ocultação e dissimulação de valores provenientes de atividades ilícitas, supostamente vinculadas à lavagem de dinheiro através de empresas de fachada e de pessoas envolvidas na prática criminosa.
As apurações foram auxiliadas por Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) e elaboradas a partir de comunicações encaminhadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Como funcionava o esquema?
De acordo com levantamentos feitos pela PCMG, o grupo criminoso articulou um esquema de comercialização ilícita de bilhetes numerados, com manipulação de resultados mediante controle das ´sobra´ daqueles que não foram vendidos. As atividades envolviam divisão de tarefas, recrutamento de vendedores e utilização de pessoas físicas e jurídicas para ocultação e dissimulação de valores de origem ilegal.
Os integrantes do grupo intimidavam e ameaçavam os apostadores que reivindicavam as premiações supostamente obtidas. A divulgação dos sorteios era realizada em plataformas digitais.
PCMG pediu medida cautelar
Com base nas investigações, a PCMG representou ao Poder Judiciário uma medida cautelar patrimonial para reter os bens adquiridos de origem criminosa para garantir futura indenização e/ou reparação de danos aos lesados pelos crimes.
No total, foram apreendidos 12 veículos (avaliados em R$ 1,1 milhão) vinculados aos investigados, além do bloqueio de ativos financeiros de 43 contas de pessoas físicas e jurídicas
A 4ª Delegacia Regional em Pirapora continua realizando as investigações.


