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montesclaros.com - Ano 26 - sexta-feira, 12 de junho de 2026

Topógrafo que se perdeu na mata reencontrou o caminho. Garrafa de água e lanterna - achadas nas trilhas - foram vitais: "Por volta das 19h, a ocorrência teve um desfecho positivo. O topógrafo conseguiu deixar a mata por meios próprios e chegou à comunidade rural de ..."

Quinta 11/06/26 - 21h22

21h21m, quinta-feira, do jornal Estado de Minas, de BH:



Topógrafo que desapareceu no Parque Nacional do Peruaçu é encontrado


Profissional desapareceu durante trabalho de georreferenciamento em área de mata fechada e foi localizado após pedir ajuda a um morador
Luiz Ribeiro


Após mais de 30 horas desaparecido, o topógrafo identificado inicialmente como Edmilson, de 42 anos, foi encontrado na noite desta quinta-feira (11/6) em uma área próxima ao Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, em Januária, no Norte de Minas. Segundo informações das equipes de busca, ele se perdeu na mata após se afastar do grupo com o qual trabalhava e caminhou por mais de 10 quilômetros até chegar ao povoado de Parapitanga, vizinho à área do parque.


Edmilson trabalha para uma empresa de regularização fundiária de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, e estava na região do Peruaçu desde 2 de junho. Ele integrava uma equipe de seis topógrafos que realizava serviços de georreferenciamento para regularização e manejo ambiental da unidade de conservação.


Em linha reta, a distância entre o Vale dos Sonhos, local onde o profissional desapareceu, e Parapitanga é de aproximadamente sete quilômetros. No entanto, como precisou contornar obstáculos naturais, como serras e encostas, ele percorreu um trajeto maior, superior a 10 quilômetros, em meio à mata fechada durante o período em que permaneceu desaparecido.

Mais de 30 horas de buscas

Ao chegar à casa de um agricultor, Edmilson informou que estava perdido. O morador acionou imediatamente as equipes que participavam das buscas, permitindo a localização do topógrafo. De acordo com os socorristas, ele foi encontrado em boas condições físicas e mentais, consciente, orientado e conversando normalmente.

Ainda conforme os responsáveis pela operação, Edmilson passou a noite na mata e seguiu caminhando até encontrar ajuda. O desaparecimento ocorreu por volta das 14h de quarta-feira, quando ele realizava trabalhos em uma área de mata fechada do parque.

Uma força-tarefa formada pelo Corpo de Bombeiros, brigadistas do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), colegas de trabalho e voluntários foi mobilizada para localizar o profissional. As equipes realizaram buscas terrestres, utilizaram drones com câmera térmica e fizeram sinalizações sonoras em pontos estratégicos da unidade de conservação.

Antes da localização de Edmilson, o Corpo de Bombeiros havia anunciado o reforço das buscas para esta sexta-feira (12/6), com o emprego de uma aeronave da corporação e de cães de busca e resgate do canil do 7º Batalhão de Bombeiros Militar, sediado em Montes Claros. Os recursos seriam utilizados na tentativa de localizar novos vestígios e ampliar o perímetro das buscas, mas a operação foi encerrada após o topógrafo ser encontrado.

Reconhecido como Patrimônio Mundial Natural da Humanidade pela Unesco em julho de 2025, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu possui 56.448 hectares distribuídos entre os municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões, no Norte de Minas. A unidade abriga mais de 140 cavernas e importantes sítios arqueológicos, além de áreas de mata fechada e relevo acidentado que dificultam o deslocamento e a orientação de quem circula fora das trilhas.

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6h20, sexta-feira, dos Bombeiros



Na manhã da última quinta-feira (11/06), as equipes empenhadas na operação de busca refizeram o trajeto percorrido pela vítima até o último local onde havia sido avistada, prosseguindo, a partir desse ponto, com as varreduras em campo.

Simultaneamente, uma segunda equipe realizou buscas em sentido contrário, ampliando a cobertura da área.

Ao longo do dia, os militares obtiveram avanços significativos com a localização de diversos vestígios deixados pelo desaparecido, entre eles pegadas, rastros, um canivete de sua propriedade e o ponto às margens de um curso d’água onde teria realizado a captação de água para consumo.

Além do Corpo de Bombeiros Militar, participaram da operação servidores do ICMBio, funcionários da empresa responsável pelos serviços de topografia e voluntários. Também foram empregados drones para reconhecimento aéreo e apoio às ações de busca.

Ao todo, cerca de 15 pessoas atuaram na operação, percorrendo aproximadamente 15 quilômetros em uma região de relevo extremamente acidentado, caracterizada por maciços calcários, afloramentos rochosos, escarpas, cânions, cavernas, vales encaixados, ravinas e grotas, fatores que dificultaram significativamente a progressão das equipes e os trabalhos de busca terrestre.

Por volta das 19h, a ocorrência teve um desfecho positivo. O topógrafo conseguiu deixar a mata por meios próprios e chegou à comunidade rural de Parapitanga, situada no entorno do parque, a cerca de 10 quilômetros em linha reta do último ponto onde havia sido visto.

Segundo relato da vítima, os equipamentos eletrônicos utilizados para navegação e orientação descarregaram durante o período em que permaneceu na mata, comprometendo sua capacidade de localização.

Ainda de acordo com suas informações, durante o deslocamento encontrou uma garrafa PET contendo aproximadamente dois litros de água e, já no final da tarde, localizou uma lanterna carregada no interior da mata.

Ambos os recursos foram fundamentais para que mantivesse condições de prosseguir o deslocamento até alcançar a comunidade.

Após a chegada da vítima à localidade, moradores acionaram as equipes envolvidas na operação, informando sua localização. Imediatamente, militares do Corpo de Bombeiros e representantes dos demais órgãos participantes deslocaram-se até o local.

Durante a avaliação realizada pela guarnição, foi constatado que o senhor A.C. encontrava-se consciente, orientado, sem lesões aparentes e sem alterações clínicas relevantes, dispensando atendimento médico complementar e transporte para unidade hospitalar.


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6h59m, sexta-feira, do jornal O Tempo, de BH:



Topógrafo desaparecido é encontrado após dois dias de buscas no Parque Cavernas do Peruaçu


Subtítulo: Após perder os equipamentos de navegação por falta de bateria, topógrafo sobreviveu na mata com água encontrada em uma garrafa PET e uma lanterna localizada durante o percurso, recursos que ajudaram na saída da área de difícil acesso


O topógrafo que estava desaparecido no Parque Cavernas do Peruaçu, no Norte de Minas, foi encontrado com vida na noite desta quinta-feira (11), após dois dias de intensas buscas realizadas pelo Corpo de Bombeiros, servidores ambientais, funcionários da empresa onde trabalha e voluntários.


O homem conseguiu sair da mata por meios próprios e chegou à comunidade rural de Parapitanga, localizada no entorno do parque.


As buscas foram retomadas logo nas primeiras horas da manhã.


As equipes refizeram o trajeto percorrido pela vítima até o último ponto onde ela havia sido vista e, a partir dali, ampliaram as varreduras na região.


Paralelamente, outra equipe realizou buscas no sentido contrário, aumentando a área coberta pela operação.


Ao longo do dia, os militares localizaram diversos vestígios que ajudaram a direcionar os trabalhos, entre eles pegadas, rastros, um canivete pertencente ao desaparecido e o local às margens de um curso d’água onde ele teria captado água para consumo.


Além do Corpo de Bombeiros, participaram da operação servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), funcionários da empresa responsável pelos serviços de topografia e voluntários.


Drones também foram utilizados para reconhecimento aéreo e apoio às buscas. Cerca de 15 pessoas atuaram na operação, percorrendo aproximadamente 15 quilômetros em uma área de difícil acesso.


A região é marcada por relevo acidentado, com maciços calcários, afloramentos rochosos, escarpas, cânions, cavernas, vales estreitos, ravinas e grotas, características que dificultaram o deslocamento das equipes e os trabalhos em solo.


Por volta das 19h, a ocorrência teve um desfecho positivo.


O topógrafo conseguiu deixar a mata e chegou à comunidade de Parapitanga, situada a cerca de 10 quilômetros em linha reta do último local onde havia sido avistado.


Segundo relato da própria vítima, os equipamentos eletrônicos utilizados para navegação descarregaram durante o período em que permaneceu na mata, comprometendo sua capacidade de orientação.


Ele informou ainda que encontrou uma garrafa PET com aproximadamente dois litros de água e, já no final da tarde, localizou uma lanterna carregada.


Os dois recursos foram fundamentais para que conseguisse continuar o deslocamento até encontrar ajuda.


Após ser localizado, moradores da comunidade acionaram as equipes envolvidas na operação.


Bombeiros e representantes dos demais órgãos participantes seguiram imediatamente para o local.


Durante a avaliação realizada pelos militares, foi constatado que o topógrafo estava consciente, orientado, sem lesões aparentes e sem alterações clínicas relevantes. Por isso, não houve necessidade de encaminhamento para atendimento médico ou transporte hospitalar.

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