Confirmado: "Raulito", sobrinho-neto de Fidel, conversou com o secretário de Estado Marco Rubio, descendente de cubanos, no dia 25, no Caribe
Segunda 16/03/26 - 7h12O governo de Cuba confirmou oficialmente, nesta sexta-feira 13, que mantém conversas com representantes dos Estados Unidos para tentar resolver as diferenças bilaterais que afetam a ilha .
A informação foi divulgada pelo presidente Miguel Díaz-Canel, em pronunciamento transmitido pela televisão nacional .
Díaz-Canel afirmou que as negociações estão sendo conduzidas pessoalmente por ele e pelo ex-presidente Raúl Castro, líder histórico da Revolução Cubana, com o aval das principais instâncias do Partido Comunista e do governo .
O objetivo, segundo ele, é identificar os problemas que exigem solução, buscar entendimentos e determinar se há disposição mútua para ações concretas em benefício dos dois povos .
A grande novidade, no entanto, é a identidade do principal interlocutor do governo americano.
De acordo com fontes oficiais dos EUA, o secretário de Estado Marco Rubio e seus assessores vêm se reunindo com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-presidente Raúl Castro.
O primeiro encontro ocorreu em 25 de fevereiro, em Saint Kitts e Nevis, à margem de uma reunião de líderes do Caribe .
Apesar de não ter cargo oficial no governo, Rodríguez Castro, conhecido como "Raulito", é considerado uma figura influente e de confiança do avô, estando presente em eventos de alto escalão .
As negociações ocorrem em um momento crítico para Cuba.
A ilha enfrenta uma severa crise energética após os EUA imporem um bloqueio de petróleo em janeiro, cortando o fornecimento venezuelano .
Díaz-Canel admitiu que há três meses não chegam navios com combustível, o que tem provocado apagões, paralisação de indústrias e afetado serviços essenciais como saúde e transporte .
O governo cubano anunciou a libertação de 51 presos, em um acordo intermediado pelo Vaticano .
Apesar da abertura ao diálogo, Díaz-Canel foi enfático ao afirmar que o sistema político cubano não está em negociação:
"As conversas não são sobre assuntos internos de Cuba, nosso sistema constitucional, nosso modelo político ou nossa economia socialista" .
Trump, por sua vez, tem dito que Cuba precisa fazer um acordo e que os líderes cubanos estariam esperando por isso .


