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montesclaros.com - Ano 26 - quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Confirmado terremoto de 3.0 graus em Francisco Dumont e Engenheiro Navarro, às 10h29m desta quarta-feira

Quarta 11/02/26 - 17h43

17h42m, quarta-feira, do jornal O Tempo, de BH:

Tremor de magnitude 3.0 é registrado no Norte de Minas

Evento sísmico foi registrado próximo a Francisco Dumont e Engenheiro Navarro na manhã desta quarta-feira (11).

O Núcleo de Estudos Sismológicos da Universidade Estadual de Montes Claros (NES/Unimontes) registrou um tremor de terra na região Norte de Minas Gerais, na manhã desta quarta-feira (11).

O evento sísmico ocorreu próximo aos municípios de Francisco Dumont e Engenheiro Navarro, com magnitude estimada em 3.0 na escala Richter.

De acordo com dados da estação sismológica da universidade, o tremor foi registrado às 10h29min53s.

O NES/Unimontes informou que realiza o monitoramento contínuo dos tremores naturais em todo o estado, com a produção de mapas de fácil interpretação que contribuem para a compreensão da atividade sísmica na região.

O núcleo destacou ainda que segue acompanhando a atividade e que novas informações poderão ser divulgadas, caso necessário.

***

20h55m, quarta-feira, do jornal Estado de Minas, de BH:

Terra treme no Norte de Minas: abalo de 3,0 graus na Escala Richter

Evento foi registrado pelo Observatório Sismológico da UnB e pela Unimontes. Moradores sentiram o chão balançar na comunidade rural de Francisco Dumont
Luiz Ribeiro

A terra tremeu no Norte de Minas nesta quarta-feira (12/02). Ocorreu um abalo sísmico de 3,0 graus na Escala Richter numa área rural, entre Francisco Dumont e Engenheiro Navarro, dois pequenos municípios da região. O evento foi registrado às 10h29min41s pelo Observatório Sismológico (Obsis) da Universidade de Brasília (UnB) e pelo Núcleo de Estudos Sismológicos (NES) da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).

O tremor foi sentido no povoado de Santo Antônio, zona rural de Francisco Dumont, sem causar danos, conforme revelou ao Estado de Minas um morador da comunidade, distante 25 quilômetros da sede do município. “A terra tremeu e as pessoas sentiram as prateleiras balançarem e vasilhas caírem”, disse a fonte, explicando que houve apenas susto, sem prejuízos para a população.

Ao confirmar o registro do sismo na região de Francisco Dumont e Engenheiro Navarro, o chefe do Observatório Sismológico da UnB, Giuliano Sant´Anna Marotta, disse que, geralmente, os tremores de magnitude 3,0 na Escala Richter somente são sentidos pelas populações urbanas e podem causar algum tipo de dano quando ocorrem perto delas. “A questão desse tremor de 3,0 graus de magnitude vai depender muito da geologia e também da proximidade de núcleos urbanos. E essa investigação, geralmente, é feita em campo”, afirmou o especialista.

“Ou seja, a população sente, avisa por meio de redes sociais ou até mesmo diretamente para a Defesa Civil, os bombeiros. Aí eles repercutem essa informação, que chega a gente e fazem a análise (do tremor)”, ressaltou o chefe do Obsis/UnB. “Muitos eventos de três graus de magnitude não são sentidos pela população, pela distância. É difícil a gente precisar, então, qual seria a distância mínima para poder sentir este tipo de evento”, descreveu Giuliano Marotta.

O chefe do Observatório de Sismologia acredita que a causa do tremor de terra entre Engenheiro Navarro e Francisco Dumont pode estar relacionada aos “esforços tectônicos” na região. “Como a região não tem muitos eventos (sísmicos), a causa mais provável seria a concentração de esforços tectônicos para a ocorrência (do tremor). Para a gente poder ter uma resposta mais exata, seria necessário mais ocorrências de eventos no local, para que a gente possa identificar uma possível falha geológica ou até mesmo caracterizar por causa da geologia da região”, disse.

“Com um evento só é difícil a gente determinar as causas, mas o que a gente sabe é que essa região tem uma certa fragilidade devido aos esforços tectônicos que atuam nessa área. Esses esforços acabam, de tempos em tempos, realizando movimentações nas falhas. Essas movimentações geram eventos sísmicos”, relatou o especialista.

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