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Mensagem: Um retrato fiel Manoel Hygino A escritora Glorinha Mameluque entregou ao público “Crônicas de Mãe e Filho – Escritas de Permanência e Afeto”, livro editado em Montes Claros que traz crônicas de sua autoria e de seu filho, Gustavo Mameluque. Com capa de Gilson Vieira e um belo prefácio de Ivana Ferrante Rebelo, da Academia Montes-Clarense de Letras, a obra foi feita com o coração e perpetua, de forma sensível, nossa crença na família e no amor. Maria da Glória Calixto Mameluque, conhecida carinhosamente como Glorinha nos meios intelectuais, artísticos e religiosos do Norte de Minas, possui formação em Enfermagem, Psicologia e Direito, e atualmente cursa Medicina. Seu filho, Gustavo Mameluque, é jornalista e graduado em Direito, além de deter outros títulos acadêmicos, incluindo o diploma em Língua e História Francesa pela prestigiada Universidade de Sorbonne, em Paris. O livro que agora circula será mais do que um simples instrumento de leitura, pois despertará os melhores sentimentos de quem o tiver à mão. Ele nos propicia momentos de satisfação pessoal, aproximando os autores de um público vário. Seremos encantados pelas palavras de quem sabe expressá-las na hora devida. Em quase duzentas páginas, conseguimos usufruir muito do belo e bom que existe. O filho jornalista não se esquece, por exemplo, de evocar uma das personalidades mais fortes de nossa cidade, estado e nação, o antropólogo e pensador Darcy Ribeiro, quando completava 100 anos de vida e luta. Ao ensejo, Gustavo Mameluque, com excelente senso de oportunidade, lembra o romance de Darcy Ribeiro “O Mulo”, com a evocação do ilustre conterrâneo em outro livro, “Testemunho”. Ali, Darcy diz: o contrário do chamado romance social que exalta humildes, heróicos lutadores populares. O Mulo oferece retrato do nosso povo roceiro, sobretudo os mais sofridos deles que são os negros, tal como os vi, sempre mais resignados que revoltados. Além da espoliação de sua força de trabalho e de toda sorte de opressões a que são submetidos, nossos caipiras sofrem um roubo maior que é o de sua consciência. O patronato rural se mete em suas mentes para fazê-los ver a si mesmos como a coisa mais reles. Dizendo assim, só posso agradecer a oportunidade que tive de ler o livro de Glorinha e Gustavo, recomendando-o aos leitores de todo país, sobretudo os do sertão mineiro. É uma bênção.
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